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- ONU Mulheres está
investindo em informação para combater a violência digital e proteger milhões
de meninas e mulheres ameaçadas na internet
25
Novembro 2025 Mulheres
Um total de
44% de mulheres e meninas estão desamparadas no uso da internet; em 2025, 117
países relataram esforços para combater a violência digital; campanha da ONU
Mulheres exige um mundo onde a tecnologia seja uma força para a igualdade.
A ONU
Mulheres está investindo em informação para combater a violência digital e
proteger milhões de meninas e mulheres ameaçadas na internet por agressores e
criminosos.
Segundo o
Banco Mundial, menos de 40% dos países têm leis que protegem as mulheres do
assédio ou perseguição cibernética, deixando 1,8 bilhão de mulheres e meninas
sem proteção legal.
Impacto
sobre mulheres na política
A violência
passa por perseguição, intimidação, deep fakes, fotos e dados íntimos e
pessoais divulgados sem consentimento até ameaças de morte.
Uma outra
preocupação da ONU Mulheres são as campanhas de desinformação usadas como armas
para silenciar, envergonhar e intimidar mulheres e meninas.
A agência
ouviu mulheres em cargos de liderança. Na política ou nos negócios, elas são
cada vez mais alvejadas. Globalmente, uma em cada quatro jornalistas relata ter
recebido ameaças online de violência física, incluindo ameaças de morte.
Para a
diretora-executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, “o que começa online não fica
online. O abuso digital transborda para a vida real, espalhando medo,
silenciando vozes e, nos piores casos, levando à violência física e ao
feminicídio.
E com leis
fracas, milhões de mulheres seguirão expostas enquanto os agressores continuam
a agir com impunidade.
ONU
Mulheres Colombia
16 Dias
de Ativismo contra a Violência a Mulheres
Nesta
terça-feira, 25 de novembro, começa a campanha sobre 16 Dias de Ativismo contra
a Violência de Gênero, promovida anualmente pela ONU Mulheres. A iniciativa
termina em 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, e este ano combate à
violência digital.
A
iniciativa apela a governos, empresas tecnológicas e sociedade civil para
reforçarem leis, combaterem a impunidade e responsabilizarem plataformas e
agressores por crimes digitais contra mulheres e meninas.
Além de
mobilizar ações globais de sensibilização, a campanha traz recursos para apoiar
política públicas, investigação e aplicação da lei, incluindo orientações para
legisladores e forças policiais, e ainda materiais de informação para o
público, entre outros.
Neste
contexto, outras iniciativas como o programa “Agir para acabar com a violência
contra mulheres e meninas”, financiado pela União Europeia, são mais
importantes do que nunca para apoiar os movimentos feministas na sua luta pela
justiça.
Avanços
ainda insuficientes
As
denúncias de abuso e violência online continuam baixas. Os sistemas judiciais
têm dificuldade em acompanhar a evolução tecnológica e as plataformas digitais
estão sujeitas a pouca prestação de contas.
Além disso,
o aumento do abuso gerado por IA apenas aprofundou a impunidade entre
fronteiras e plataformas.
No entanto,
alguns países estão adotando novas leis, como a Lei de Segurança Online do
Reino Unido, a Ley Olimpia do México e a Lei de Segurança Digital da UE. No
Brasil, em 2012, foi aprovada a Lei Carolina Dieckmann que criminalizou hacking
e divulgação de dados pessoais.
Este ano,
117 países relataram esforços para combater a violência digital, mas os
esforços continuam fragmentados para um desafio transnacional.
ONU
Mulheres/Alice Ambrucer
Recomendações
da ONU Mulheres
A agência
apela a uma maior cooperação global para garantir que as plataformas digitais e
as ferramentas de IA cumpram as normas de segurança e ética, ao apoio às
sobreviventes de violência digital, à responsabilização dos agressores através
de melhores leis e aplicação da lei, a investimentos em prevenção e mudança
cultural pela alfabetização digital e formações em segurança online.
As empresas
de tecnologia devem ainda intensificar os seus esforços contratando mais
mulheres para criar espaços online mais seguros, removendo rapidamente
conteúdos prejudiciais e respondendo a denúncias de abuso.
Fonte: https://news.un.org/pt/story/2025/11/1851625?utm_source=ONU+News+-+Newsletter&utm_campaign=5a3760b9f0-EMAIL_CAMPAIGN_2025_11_29_06_06&utm_medium=email&utm_term=0_98793f891c-5a3760b9f0-109018033
acesso em 30-11-25
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