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América Latina e Caribe somam mais de 53 mil crianças e adolescentes assassinados em sete anos

Unicef/Adriana Zehbrauskas - A violência tem efeitos profundos e duradouros na saúde física e mental de crianças e adolescentes.   27 Janeiro 2026   Direitos humanos Opas e Unicef alertam que a violência continua representando uma grave ameaça à vida, à saúde e ao bem-estar de milhões de crianças, adolescentes e mulheres na região; relatório defende reforço urgente das políticas de prevenção, proteção e resposta ao problema. Na América Latina e no Caribe a violência contra crianças, adolescentes e jovens mantém-se como um problema estrutural com impactos profundos e duradouros. Um novo relatório compila dados sobre a magnitude do fenômeno e identifica soluções baseadas em evidências para enfrentar o problema em toda a região. A  copublicação  é da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. Mortes violentas continuam a marcar a infância e adolescência Segundo o estudo, a consequência mais grave da violên...
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O que você precisa saber tráfico humano para remoção de órgãos

  Unodc/Alejandra Silva - A imagem de uma mulher desaparecendo na areia, Lajas Blancas, Panamá     15 Janeiro 2026  - Crime complexo e pouco reportado envolve redes criminosas organizadas, vítimas vulneráveis e uma procura global que excede largamente a oferta legal de transplantes; guia do Unodc ensina como identificar mitos e fatos e como se proteger. Um  artigo  do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, detalha o que se sabe e o que permanece desconhecido sobre o tráfico de seres humanos para remoção de órgãos, um crime que dificulta a recolha de dados fiáveis e a responsabilização criminal.  A prática está associada a mitos persistentes que obscurecem a compreensão das formas reais de atuação dos traficantes. Tráfico de seres humanos para remoção de órgãos O tráfico de seres humanos para remoção de órgãos é uma forma de exploração em que indivíduos são utilizados como fonte de órgãos. Mesmo quando aparentam ter...

ONU diz que ação dos EUA pode piorar situação de direitos humanos na Venezuela

© Unicef/Gustavo Vera - Uma visão de Caracas, a capital da Venezuela.     6 Janeiro 2026   Direitos humanos Escritório de Direitos Humanos afirma que violações cometidas pelo governo venezuelano não podem ser resolvidas com intervenção militar unilateral; cresce temor de que instabilidade e militarização no país na sequência de ataques norte-americanos piorem ainda mais as condições da população. A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, abalou profundamente o direito internacional e pode piorar ainda mais a situação dos direitos humanos no país latino-americano. Este foi o alerta divulgado nesta terça-feira pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, que declarou estar “profundamente preocupado” com a situação na Venezuela.  “Todos os Estados estão menos seguros” Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz do alto comissário, Ravina Shamdasani, disse que a a...

Esperar resposta internacional ao ataque contra a Venezuela é ilusão, diz Ricupero

  O presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento em 3 de janeiro de 2026. Foto: Jim Watson/AFP Com Brasil de mãos atadas, China pragmática e ONU sem ação, Trump pode obter ganhos internos às custas de um precedente perigoso na América Latina. Por Leonardo Miazzo, redator da CartaCapital - 03.01.2026 Não há qualquer possibilidade de resposta concreta da comunidade internacional ou de organismos multilaterais à agressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Venezuela. A avaliação é de Rubens Ricupero, ex-embaixador do Brasil em Washington, em entrevista a CartaCapital. Com passagens pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e pela Secretária-geral da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Ricupero afirmou que as declarações de líderes internacionais sobre o ataque buscam apenas reforçar a defesa de princípios do direito, sem qualquer efetividade. “Ninguém tem ilusão sobre isso”, resume. “Qual organismo poderia responder? O...

José Antonio Kast é eleito presidente e Chile terá governo mais à direita desde a era Pinochet

  O advogado ultraconservador superou sua adversária de esquerda Jeannette Jara POR CARTACAPITAL – 14/12/25 O candidato de extrema-direita José Antonio Kast foi eleito neste domingo 14 como novo presidente do Chile. Com cerca de 80% das urnas apuradas, Kast aparece na frente de Jeannette Jara, sua adversária de esquerda, com 58,61% dos votos, de acordo com o Serviço Eleitoral (Servel). O novo presidente tomará posse em março . Esta será a primeira vez que o País será governado por alguém da extrema-direita desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), há 35 anos. Jara já reconheceu a derrota e afirmou ter ligado para o presidente eleito. “A democracia falou alto e claro. Acabei de falar com o presidente eleito José Antonio Kast para desejar-lhe sucesso para o bem do Chile”, disse ela pelo X. Kast, de 59 anos, é casado e pai de nove filhos. É o mais novo de 10 filhos de um casal de alemães que emigrou para o Chile, onde seu pai fundou um próspero ...

Novo relatório apela a compromisso renovado com o direito à educação

  © PMA/Darapech Chea - Resultados da aprendizagem mostram uma melhoria limitada e profundas desigualdades.     10 Dezembro 2025   Cultura e educação No âmbito do Dia dos Direitos Humanos, Unesco avalia progressos dos últimos 25 anos; número de estudantes matriculados no ensino superior atingiu 264 milhões em 2023, mais do dobro do que em 2000; em todo o mundo, cerca de 739 milhões de jovens e adultos não têm competências básicas de leitura e escrita. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, lançou um novo relatório global sobre o direito à educação, destacando avanços importantes registados nas últimas décadas. O documento, intitulado “O direito à educação: orientações passadas, presentes e futuras” alerta para desigualdades persistentes e para a necessidade de um compromisso renovado por parte dos governos. Novos desafios para um direito fundamental O estudo foi apresentado durante um simpósio internacional so...

Quase metade das mulheres do mundo não tem proteção contra violência digital

  Unsplash/S.Bughdaryan - ONU Mulheres está investindo em informação para combater a violência digital e proteger milhões de meninas e mulheres ameaçadas na internet     25 Novembro 2025   Mulheres Um total de 44% de mulheres e meninas estão desamparadas no uso da internet; em 2025, 117 países relataram esforços para combater a violência digital; campanha da ONU Mulheres exige um mundo onde a tecnologia seja uma força para a igualdade. A ONU Mulheres está investindo em informação para combater a violência digital e proteger milhões de meninas e mulheres ameaçadas na internet por agressores e criminosos. Segundo o Banco Mundial, menos de 40% dos países têm leis que protegem as mulheres do assédio ou perseguição cibernética, deixando 1,8 bilhão de mulheres e meninas sem proteção legal. Impacto sobre mulheres na política A violência passa por perseguição, intimidação, deep fakes, fotos e dados íntimos e pessoais divulgados sem consentimento até ameaça...