Pular para o conteúdo principal

Novo relatório apela a compromisso renovado com o direito à educação

 Resultados da aprendizagem mostram uma melhoria limitada e profundas desigualdades.

© PMA/Darapech Chea - Resultados da aprendizagem mostram uma melhoria limitada e profundas desigualdades.

   

10 Dezembro 2025 Cultura e educação

No âmbito do Dia dos Direitos Humanos, Unesco avalia progressos dos últimos 25 anos; número de estudantes matriculados no ensino superior atingiu 264 milhões em 2023, mais do dobro do que em 2000; em todo o mundo, cerca de 739 milhões de jovens e adultos não têm competências básicas de leitura e escrita.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, lançou um novo relatório global sobre o direito à educação, destacando avanços importantes registados nas últimas décadas.

O documento, intitulado “O direito à educação: orientações passadas, presentes e futuras” alerta para desigualdades persistentes e para a necessidade de um compromisso renovado por parte dos governos.

Novos desafios para um direito fundamental

O estudo foi apresentado durante um simpósio internacional sobre o futuro do direito à educação e marca também o 65.º aniversário da Convenção contra a Discriminação na Educação, de 1960.

Cerca de 739 milhões de jovens e adultos em todo o mundo continuam sem competências básicas de leitura e escrita

© Unicef/Khalil Ashawi - Cerca de 739 milhões de jovens e adultos em todo o mundo continuam sem competências básicas de leitura e escrita

Segundo a Unesco, a rápida evolução da tecnologia, as alterações climáticas e o aumento das desigualdades transformam os sistemas educativos. No entanto, os principais tratados que definem o direito à educação datam da década de 1960, criando uma lacuna cada vez maior entre os desafios globais atuais e as estruturas criadas para proteger este direito.

25 anos de progressos

O relatório defende um compromisso renovado com este direito humano, apoiado por políticas coerentes, mecanismos de responsabilização mais fortes e investimento sustentado.

A diretora-geral adjunta para a educação da Unesco, Stefania Giannini, afirmou que “o direito à educação encontra-se numa encruzilhada decisiva” e já não se limita à educação escolar tradicional para crianças.

De acordo com o relatório, em 2023, 82% dos países ofereciam mais de nove anos de ensino primário e secundário gratuito, comparado a 56% em 2000. Por exemplo, na África Subsaariana, a taxa bruta de matrícula no ensino básico passou de 79% em 2000 para 97% em 2024.

No ensino superior, o número de estudantes matriculados mais do que duplicou entre 2000 e 2023, passando de 100 milhões em 2000 para 264 milhões em 2023.

Desigualdades persistentes e profundas

Os aumentos foram proporcionados pelas melhorias nos direitos humanos, como a diminuição do casamento infantil, da gravidez na adolescência e do trabalho infantil. Estes avanços permitiram que mais crianças iniciassem e concluíssem o ensino.

Cerca de 82% dos países ofereciam mais de nove anos de ensino primário e secundário gratuito

ONU News - Cerca de 82% dos países ofereciam mais de nove anos de ensino primário e secundário gratuito

Apesar dos progressos, o número de crianças fora da escola voltou a aumentar, atingindo 272 milhões em 2023. Nos países mais pobres, 36% dos alunos estão fora da escola, em comparação com 3% nos países mais ricos.

Cerca de 739 milhões de jovens e adultos em todo o mundo continuam sem competências básicas de leitura e escrita. Em grupos marginalizados e vulneráveis em particular, os resultados da aprendizagem mostram uma melhoria limitada e profundas desigualdades

Compromissos globais para o futuro da educação

Há mais de seis décadas, a Unesco lidera a proteção do direito à educação por meio de convenções e iniciativas globais que orientam políticas e práticas em todo o mundo.

O simpósio internacional da Unesco sobre o futuro do direito à educação reúne  Estados-membros, sociedade civil, jovens e especialistas para avaliar progressos, debater desafios emergentes e renovar compromissos com este direito humano.

Fonte: https://news.un.org/pt/story/2025/12/1851766?utm_source=ONU+News+-+Newsletter&utm_campaign=cedb15ca11-EMAIL_CAMPAIGN_2025_12_13_06_06&utm_medium=email&utm_term=0_98793f891c-cedb15ca11-109018033 acesso em 13-12-2025

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CNA 1/2/3 - Mecon 1 - UdeMM 1: Os vinhos premiados do Brasil

Complete com artigos, preposições e contrações:   a, às, ao, da, da, das, de,   do, do, dos, em, em, na, nos, o, os, pelo , um, uma, uma                                                                                     Os vinhos premiados do Brasil Por Jen John Lee | Yahoo! Contributor Network  – qua, 6 de fev de 2013   Já passou a época em que vinho brasileiro era sinônimo de bebida de baixa qualidade. Segundo informações da IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho), o país é considerado uma _______ melhores regiões no mundo para o cultivo de uvas destinadas a produ...

MECON 3A, UdeMM 2

Completar o texto escolhendo alguma das alternativas entre parênteses: Argentina processará empresas que atuam nas Malvinas Por Marina Guimarães (AE) | 15-03-12 O governo argentino de Cristina Kirchner vai processar as companhias petrolíferas que operam nas Ilhas Malvinas (chamadas de Falkland pelos ingleses) e demais empresas, consultorias e analistas envolvidos nas operações, anunciou nesta quinta-feira o chanceler Héctor Timerman, em entrevista coletiva à imprensa. Entre as empresas que podem ser afetadas pela decisão argentina estão a BP, Rochhopper, Borders & Southern e Falkland Oil & Gas. O chanceler ____________________ [ porém , também , talvez ] mencionou que serão objetos de ações legais bancos, investidores, consultorias, analistas de risco e auditores ___________________ [ se , quando , que ] dão suporte técnico, financeiro e legal às operações, ____________________ [ como , assim , com ] o Royal Bank of Scotland, Macquarie Group, Credit Suisse, Morgan Stanl...

As 20 mulheres mais poderosas do mundo segundo a Forbes

Saiba quem são as 20 personalidades mais influentes do mundo, de acordo com a revista Forbes. 1. Angela Merkel , 57 anos, chanceler da Alemanha, é considerada a mulher mais poderosa do mundo (e a 4ª pessoa mais importante do mundo, em uma lista que inclui os homens)! Ela controla o país com uma das economias mais importantes do mundo e é vista como a líder da União Européia. 2. Hilary Clinton , 64 anos, secretária de Estado dos Estados Unidos, é a segunda mulher mais poderosa do mundo. Ela ajudou a segurar a imagem e as relações do país em situações conturbadas, como a Primavera Árabe, o caso Wikileaks e a morte de Osama Bin Laden. 3. Dilma Rousseff , 63 anos, nossa presidente, é a terceira mulher mais poderosa do mundo. A revista Forbes destaca que Dilma passou seu primeiro ano de governo "limpando a casa", afastando ministros e outros parlamentares acusados de corrupção. 4. Indra Nooyi , 55 anos, é a chefe executiva da Pepsico e quarta mulher mais poderosa do mundo. El...