Acnur - Fumaça sobe após um ataque aéreo em
Beirute, Líbano
6 Março
2026 - Paz e segurança
Chefe de
Direitos Humanos fala de risco de “grandes ramificações econômicas e ambientais
ao redor do mundo”; movimentos populacionais aprofundam necessidade de
ajuda; instabilidade
no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho já estão afetando cadeias de suprimentos
e entrega de itens de ajuda.
Em meio ao
sétimo dia de guerra no Oriente Médio, autoridades das Nações Unidas
enfatizaram que a expansão do conflito criou uma grave emergência humanitária e
pode colocar a economia e o meio ambiente em risco.
Falando a
jornalistas em Genebra nesta sexta-feira, o alto comissário para Direitos
Humanos disse que a crise, iniciada com ataques israelenses e norte-americanos
contra o Irã, seguidos por contra-ataques, está “se espalhando como fogo”.
O alto
comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk
Consequências
“fora de controle”
Volker Turk
declarou que a expansão dos danos causados pelo conflito traz o risco de
“grandes ramificações econômicas e ambientais ao redor do mundo”.
Em conversa
com jornalistas em Nova Iorque, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos
Humanitários, Tom Fletcher, disse que o mundo vive um momento de “grave
perigo”, com consequências “fora do controle daqueles que instigam o
conflito”.
Ele afirmou
que as interrupções em rotas marítimas cruciais, como o Estreito de Ormuz,
podem aumentar os preços dos alimentos, sobrecarregar os sistemas de saúde e
dificultar a entrega de suprimentos humanitários.
Fletcher
também alertou que a crise pode desviar a atenção e os recursos de outras
grandes emergências, como Sudão, República Democrática do Congo à Ucrânia e
Gaza.
Declaração
de emergência humanitária
A Agência
da ONU para Refugiados, Acnur, declarou a escalada da crise no Oriente Médio
como uma grande emergência humanitária que exige uma resposta regional
imediata.
A diretora
de emergências do Acnur, Ayaki Ito, afirmou que o conflito está provocando
movimentos populacionais significativos em toda a região e no sudoeste da Ásia.
Interrupção
de rotas marítimas afeta entrega de ajuda
Já
a Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que as
interrupções nas rotas marítimas, relacionadas à escalada da crise no Oriente
Médio, podem aumentar os custos e atrasar as entregas humanitárias em todo o
mundo.
A diretora
adjunta de Resposta Humanitária e Recuperação da OIM afirmou que a
instabilidade em torno do Estreito de Ormuz e do Mar Vermelho já está afetando
as cadeias de suprimentos.
Anne
Kathrin Schaefer revelou que empresas de transporte marítimo estão introduzindo
"sobretaxas de emergência" de cerca de US$ 3 mil por contêiner.
Os custos
adicionais e os atrasos podem afetar as entregas de itens essenciais, como
barracas, lonas e lâmpadas, destinados a operações humanitárias em toda a
região e em outros lugares.
© NASA -
A importante rota
marítima do Estreito de Ormuz é retratada separando as nações dos Emirados
Árabes Unidos e Irã
Deterioração
da situação no Líbano
A OIM
relatou ainda que a situação no Líbano deteriorou-se drasticamente após a
intensificação dos ataques aéreos e a emissão de ordens de evacuação em massa
que afetaram grande parte do país.
As forças
israelenses ordenaram a evacuação de moradores de áreas ao sul do rio Litani,
bem como dos subúrbios do sul de Beirute e de partes do Vale do Bekaa. As
ordens desencadearam grandes deslocamentos populacionais, com famílias fugindo
em meio a congestionamentos, carregando apenas pertences essenciais.
Quase 100
mil pessoas deslocadas estão agora abrigadas em centenas de locais coletivos,
enquanto muitas outras estão com parentes ou se deslocando para áreas mais
seguras no norte do país.
Fechamento
de unidades de saúde
Falando do
Cairo, a diretora regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para o
Mediterrâneo Oriental, disse que as autoridades iranianas reportaram mais de
925 mortes e mais de 6,1 mil feridos, além de14 ataques a serviços de saúde,
desde 28 de fevereiro.
Hanan
Balkhy adicionou que, no Líbano, foram relatados pelo menos 683 feridos e 123
mortes desde 2 de março.
Ela revelou
que diversas unidades de saúde fecharam devido a ordens de evacuação, incluindo
43 centros de atenção primária e dois hospitais, limitando ainda mais o acesso
aos cuidados médicos para a população libanesa.
Fonte: https://news.un.org/pt/story/2026/03/1852564?utm_source=ONU+News+-+Newsletter&utm_campaign=7e14787849-EMAIL_CAMPAIGN_2026_03_07_06_06&utm_medium=email&utm_term=0_98793f891c-7e14787849-109018033
acesso em 06-03-26
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